Vamos imaginar que acabaram de instalar o Lightroom, e como é obvio, querem começar a explorar o programa. No início, o Lightroom nada sabe sobre as nossas fotos, precisamos dizer-lhe onde estão e quais são, para que ele construa a base de dados (o catálogo) sobre o qual vamos trabalhar.
A este processo chama-se importar. Vamos a isso? Para começar, vamos dar uma olhada ao nosso disco rígido, onde as nossas fotos ‘moram’ nas suas pastas:
Isto é só um exemplo, cada utilizador terá as suas preferências de organização de pastas. Um dos objectivos com esta ‘arrumação’ é que o Lightroom nos arrume as fotos numa nova pasta, onde deverão ficar organizadas por pastas.
Vamos então meter mãos à obra, seguindo os seguintes passos:
1 – CRIAR UM CATÁLOGO NOVO
- Vamos começar por criar um catálogo novo, em vez de utilizar o catálogo por omissão do programa. Isso permite-nos ter mais controle sobre o nome do catálogo, onde vai residir, etc.
Para isso vamos ao menu FILE > New catalog. Ao carregar aí aparece a caixa de diálogo para fornecermos o nome do catálogo e a pasta onde vai residir. Basta navegar até à pasta pretendida e escrever o nome do catálogo onde diz File Name.
2 – ALTERAR AS DEFINIÇÕES DO NOVO CATÁLOGO:
Antes de começarmos a utilizar o novo catálogo, a minha recomendação é que procedam à alteração de uma preferência no menu EDIT > Catalog Settings.
Naveguem até ao separador Metadata, e activem a opção ‘Automatically write changes to XMP’. E porque é que isto é importante? Porque os ficheiros .XMP são os ficheiros que acompanham cada .JPG e cada .RAW e que contêm todas as alterações e edições que faremos ao ficheiro original. O Lightroom não escreve nada no ficheiro original, antes utiliza este .XMP para guardar essas edições, e normalmente utiliza os tempos mortos para escrever estes ficheiros. Ao activar isto, obrigamos a que o LR grave na hora as alterações, sem correr riscos que um crash do computador nos leve as edições feitas.
NB: A excepção a isto são os ficheiros no formato .dng. É só mais uma razão pela qual recomendo a conversão dos RAWs para DNG. Mas mesmo assim, e como nunca disparamos só em RAW, é mesmo melhor activar este setting.
3 – IMPORTAR AS FOTOS
Posto isto, vamos à importação. Vamos a FILE > Import Files From Disk para que surja o diálogo de importação de fotos.
Vamos a seguir escolher quais as pastas que queremos importar para dentro do Lightroom, podemos escolher uma ou várias pastas e subpastas, e podemos ainda escolher ‘Choose’ ou ‘Import All Photos In Selected Folder’, conforme o que nos interessar na altura. Se for um grupo de pastas como aqui, recomendo a segunda opção.
O Lightroom vai então apresentar a caixa de diálogo de importação, onde podemos escolher onde vamos colocar as nossas fotos e o método (Importar onde estão, Copiar ou Mover), se queremos ou não fotos duplicadas, o nome de ficheiro a aplicar às imagens, presets de edição ou de metadata a aplicar a todas as imagens, keywords, e que previews deve o LR gerar.
Aqui estou a escolher que o LR mova as fotos para uma nova pasta, que as organize por ano e por mês, e que ignore fotos suspeitas de serem duplicadas no catálogo. Mas antes de carregar em importar, vamos ainda criar e aplicar um preset de Metadata, neste caso para podermos aplicar um Copyright à metadata de cada uma das imagens.
Carregamos em Metadata, New… e vamos preencher os campos de metadata com a informação que queremos que seja aplicada, neste caso uma indicação de copyright e o nome de autor, além de um URL para um site. Damos um nome e carregamos em ‘Create’, e depois é só carregar em ‘Import’
4 – A FINALIZAR
E agora é só esperar um pouco, se tiverem um PC/Mac potente o LR é suficientemente avançado para poderem ir fazendo outras coisas entretanto, se não a solução passa por aquele café que já vos apetecia, ou algo assim, enquanto as nossas fotos são digeridas pelo programa.
Espero que este pequeno tutorial vos seja útil, esta é uma dúvida bastante recorrente em quem começa a utilizar o programa, e mesmo que já o usem, também podem querer criar um catálogo novo por razões várias, ou num disco externo, por exemplo.
Comentários e sugestões são sempre bem vindos!
